Margaret de Fátima Pelicano, escreve pelo prazer de se comunicar,
de imaginar situações, elaborar e reelaborar sentimentos.
Com a escrita, mostra aos leitores sua forma de ver o mundo, as
pessoas e o que a cerca.
Mineira do interior, adora textos que falem das raízes do povo
brasileiro, poesias engajadas porque defende com unhas e dentes seu povo,
seus rios, seus mares, sua terra! Adora as montanhas de Minas, os doces e
quitutes de sua terra...ama o "menino da porteira", o nhém, nhém dos carros
de bois, as rodas d'água que faziam o moinho triturar o milho, e preparara o
fubá.
Tem um casal de filhos, uma neta que adora, uma família unida,
amigos que preenchem seu coração com muito carinho, como Simone Borba
Pinheiro ...

 



 


O Colar
Margaret Pelicano

Naquele fio tão tênue,
cada conta era um conto inenarrável;
um brilho, um sentimento,
um momento...
os melhores do dia...
inesquecíveis!

E por estar a vida colorida,
cada conta era de uma cor,
mas sempre com um brilho dourado,
ou prateado....
Havia dias burilados
e incrustados de pedras preciosas,
e por pior que fosse a distância,
você sempre dava o seu recado:
de carinho, de equilíbrio, de segurança...

O tempo voou,
tudo voa quando estou a seu lado,
fiquei com os braços vazios.
Nem fiz ainda as jóias com as pedras que você me deu,
mas olho para elas com sorriso enamorado,
de boca que se humilha por seus beijos...

Nosso colar, perdeu o fecho,
ficou solto, jogado na caixinha de jóias,
incompleto,
como quase tudo na vida,
e espera que você volte,
crie raízes fortes
e crie comigo uma nova família!

BSB - 26/05/2006
 



 


Teu Corpo
Margaret Pelicano

Teu corpo,
tão órfão de mim...
tão sozinho,
precisando dos meus constantes cuidados...
teu corpo,
censurado por mim...que só o quer meu!
Teu corpo de maravilhas
residência dos meus prazeres, do cheiro que busco...
teu corpo ateu
teu corpo, meu amor...
é Meu Deus!
A quem rendo vassalagem,
de quem tenho a imagem
que me traz voragens
fomes internas, angústias...
se distante estou...
"Ah! esse corpo de maravilhas
eu o enxergo no leito estreito da poesia!"

 


 


Taça do Amor
Margaret Pelicano

Minha taça do amor,
transborda como um rio com correntezas,
corre por vales, montanhas, florestas
de descaso, acasos de incompreensão...
Mas também passa por jardins floridos
com petúnias, papoulas, fico tão comovida
com o perfume das flores
suas cores e maciezas
que esqueço a esperteza, largo de mão...
e sou toda coração...

Minha taça do amor,
brinda com vinho branco, rosé, tinto...
tinge minha alma de inspiração
"puta" paixão, tão desmedida...
Em cada gole, ela fala-me maciamente
de momentos de ilusão
que não são efêmeros, pelo contrário,
preencheram cada célula de minha vida...

Ah!, minha taça de amor,
borbulha!
Solta fagulhas de pura energia,
buscando emoções novas, vibrantes
onde os infantes são os nossos filhos,
onde o sexo não se repete, não compete
e é sempre novidade
porque a taça água nosso carinho
todos os dias de minha vida!

BSB - 09/09/2003
   

 

        

 


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