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Democracia
Prestenção!
Desencana, mina!
Aproveita o solzão,
Não baratina,
Curte o dia,
poesia,
te encanta com o maridão!
Engaiolada... Vou pensar
Sim e Não!
Concordar, discordar,
Nem sei dizer, inventar um refrão.
De Brasília
vem maus ventos,
Más notícias
Ou enganos, má versão,
E óia nóis na fila,
na fita,
sem saber quem fica,
quem terá razão.
Tanto engano,
tanta mutreta,
vem aí, outra eleição.
Que coisa careta,
diante da fome, miséria
do nosso povão!
Que falem e tratem coisas sérias,
Democracia é mais que o Alcorão!
Por isso fique descansada,
nada de ruim te acontece.
Vamos dar muita risada,
porque de alegria,
nossa alma carece!
Lyriann De Mello
Dois Buquês
Encantada me sinto agora,
Pelas lindas e sábias palavras , tão amigas.
Tarde já se faz, mas sempre é hora
De sentir em cada flor lindas cantigas.
Rosas são as flores,
Que encantam sem mais nem porquês.
Das amizades simples, ao mais tórrido dos amores
Esvaziam o pensamento para ter o momento e o mais o quê?
Nos dois buqês há muita felicidade,
Gentileza nobre de quem mo ofetou.
Aceito e o devolvo com igual sinceridade.
Neste simples gesto de muito amor.
Lyriann De Mello
Meu Convite!
- uma distração poética a uma poética amiga-
Escrever mensagens
é uma das coisas que eu gosto.
Divertem - me os "res" do "fw",
o "re" que volta e vai,
compondo belos quadros de imagens,
pondo um sorriso nos lábios,
ali reside e nunca sai.
Porque nasce da camaradagem,
existente nos verdadeiros amigos
sem taxas, sem cobranças, ou impostos:
Jamais corremos tal perigo!
Avoada e avoenga,
entre 'res', 're' me vejo
com teus elogios carinhosos, a suspirar.
A 'pirospausa' me incendeia,
a idéia não anda, vem capenga,
outras vezes, sob o sol, suando frio,
indecisa, eu penso,
se não estarei a malucar!?!?
Aí, começo e não venço
a felicidade de me ver a 'risar'...
Quase avó
a ansiedade me flagra delirando,
enquanto bordo e desfaço nós,
emocionada, sob o som dos arrepios.
E tu, simoniando meu pensar direcionando,
com palavras a adocicar a espera.
Tão bom saber que não estou só,
e logo, logo, muito breve, do YAN serei a peruja* vovó!
Lyriann
Momentos de Ternura
Fazer versos é uma brincadeira
quando amo a quem os dedico.
Soltos tal água de cachoeira
ou idéias falantes num saçarico.
Como calar-me diante da beleza
que tanta bondade de longe inspira?
Alegrias sufocam o mar de tristeza
que vem e se vai, chega - e - vira.
No atribulado viver, existir inquieto,
o trio dourado cordial me ilumina,
sol que me veste, no calor me completo.
Breves momentos de igual ternura,
tornam minh'alma fidalga dançarina
a deslizar em palcos de sóis e venturas.
Lyriann De Mello
05/06/2005 - 23h: 04m
Tagarelando
Era um domingo frio
Sem brilho do sol
Um frio de causar na alma arrepios
Sensação que a boca do peixe
deve sentir na fisgada do anzol.
Final de manhã invernal,
não há nada que me deixe
com meu humor fora do normal.
Tagarela foi o pensamento
que a preguiça em sabor transformou.
Sem atentar, naquele momento,
um brilho da nesga do sol que o sol rasgou,
bateu sobre o telefone...
Pensei (ou me incentivaram?) de imediato,
- Ah! Sensação essa terá nome,
O que acontece de fato?
De alegria, senti fome
de emoção, o coração acelerou.
Ligarei, sem demora,
neste instante,
agora,
p'rá alguém de sorrir radiante:
Minha amiga, SIMONE!
Tagarelando por horas sem conta
A distância merecia
que o tempo nos delegasse,
saciar a nossa saudade de ponta a ponta.
Um domingo que nada prometia,
a tagarelice transformou
em espaços sutis de pura magia.
Rimos, sorrimos, só - rimos!
A hora passava
ao comando do cronômetro!
No bate papo que rolava
o proseio tagarela,
entre Santa Maria e Santo André,
o humor estava presente.
Kairosticamente, o coração comandava
as sensações benevolentes
que fez desse frio domingo nublado
UM DIA TAGARELANTE!
Lyriann De Mello


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