Chora Poeta
Arneyde T. Marcheschi


Chora poeta,
deixe suas lágrimas verterem
sobre seus sentimentos,
deixe fluir sua dor
poetar não é so falar de amor.
Chora poeta
expresse seu desamor
pare de driblar a solidão
de enganar a emoção
de falsar a infelicidade
que lhe vai pelo coração.
Chore poeta
desague nos oceanos da vida
que muitas vezes não lhe dá guarida
eterna caprichosa
que sua alma abriga,
enganado-se nos torvelinhos
caminhando em curvas perigozas
perdendo-se nas retas das estradas
maliciosas, contudentes.
Chore poeta
desague seu pranto
recolha suas flores,suas desilusões
escondidas no seu amâgo
vooe com as comossões
mas não se esqueça de voltar
a sonhar,a devanear,
pois sem voce, poeta
a vida não existiria
não teria graça, nem cor,
e nada mais, seria alegria.

Vitoria.E.santo 02/10/2005



Morte
Arneyde T. Marcheschi


Terra arida seca
animais pelo chão
agreste sem flores
choro de emoção.
Céu sem estrelas
vulcão,terremotos
ciclones,maremotos.
Crianças famintas,
pes descalços,
olhos esbugalhados
orfãos da própria sorte.
É muito triste viver na
comiseração,
morrer antes de viver.
viver de compaixão.
Morto pela propria morte...

Vitoria.E.santo 26/07/2005

 



Show da Vida!
Arneyde T. Marcheschi

Palco dos amores
sombras da noite
eu, voce, o espetaculo.
Insandecido seu corpo
sorve o meu,
suga minhas gotas
de orvalho
descendo ate a concha
onde repousa o amor
a espera do gozo final.
Fim do primeiro ato
aplausos e orgasmos.
Na cochia,musica suave
velas perfumadas
aromas afrodisiacos.
Na plateia,aplausos
loucos,para o sexo
entumescido,que cresce
pouco a pouco.
Na penumbra dois corpos
gritam aluscinados
pelo orgasmo atingido.
Apagam-se as luzes
desce a cortina
somente as gotas brancas
sementes da vida
permanecem vivas.
Corpos latejando
rolando pelo chão,
extasiados,quedam-se
exauridos,saciados
insandecidos...
É finito o espetaculo
da vida...
da procriação...
o ato sublime da paixão.

Vitoria.E.Santo 10/05/2005

 

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