Autores de G a M

 

Águas
Giovânia Correia

Águas que banharam nossos corpos.
Que nossos desejos fantasiaram.
Que deixaram marcas permanentes.
Que nunca mais se apagaram.
Aquele banho que tomamos juntinhos,
ficou para sempre em minha lembrança.
Em teus braços eu renascia,
e voltava a ser criança...
Água quentinha a nos acariciar...
Água cristalina a nos envolver...
E em questão de segundos conseguia,
o nosso amor acender.
Para sempre ficará em meu coração.
Cada momento, e cada sonho.
Você é a minha doce emoção.
É a música que em meu violão componho...
Ficarei aqui te esperando.
Nessa noite de luar.
Quem sabe em mais um novo banho.
Eu poderei novamente te amar...

www.sonhoseemocoes.cjb.net


Águas do rio
Graça Cardoso 
25.05.2006

Um rio leva águas para seu leito
Faz da vida um feito
Suaviza com um amor no peito!

Levou meu canto em dias felizes que tive.
Levou meu pranto em fazes difíceis que vivi.
Reviveu com pérolas do fundo D’água.
Pérolas que vão eternizar minha existência.
Trouxe um rio de companheirismo.
Pra aprimorar meu espírito.

Lavou a alma e o coração.
Em longos cursos profundos e tortuosos.
Levou-me a Deus por devoção.

www.diamantepoesias.com
gbcardoso@terra.com.br


"H2O" 
J.B. Carneiro

Cai do infinito sem diretriz,
No chão sertanejo, rega a raiz.
Molha o coração da terra rachada,
É vida... é esteio... é alma lavada..!

Rola na face dos apaixonados,
Ao renascer um amor perdido.
Molha os lábios agasalhados,
Por um beijo nunca esquecido.

Na lavadura, em festa cristã,
A cascata afasta o paganismo.
Hoje e sempre és filho do amanhã,
Com o coração, repleto do batismo.

Quem é?

“Para perpetuar a espécie nesse mundo”,
Sou imprescindível na natureza.
Chamam-me de tudo, até lago fundo,
Mas chamo-me ÁGUA com certeza!!!


Águas
Jorge Humberto

Quem dera este azul
oceânico
fora meus olhos,
e que, buscando marítimos horizontes,
de vagas e de espumas crinalvas,
lá repousassem,
em ilha encontrada,
a eterna sabedoria.

Que ao homem a pertença
fosse já reconhecida.

E de rosto ao mar,
o que aos olhos é dado guardar,
soubesse ele,
em último gesto,
nas águas deixar
derradeiro latejar.

(22:24/Maio/29/03


Águas Que Passam...
José Carlos Barbato 

Águas que passam...
No rio da vida...
Águas que passam...
Nas chuvas de verão, outono, inverno
Águas que passam...
Na felicidade de esta com você,
Na saudades de não esta com você,
Na solidão da tua falta,
Amor, águas que passam...
E você deixa o tempo rolar
Sem ter você... águas que passam
E não tenho você ...linda morena,
Menina Natureza,
Menina Morena
Águas que passam
É a tormenta da solidão...
Da saudade
Amarga meu coração
Aperta meu coraçã
Minha alma reclama...
Tua presença....
Águas que passam
E deixa a tua presença no meu coração
Tenho carinho, amor crescente por você
Não tem águas que passam, nem tempo fugaz
Que meu coração e Alma reclamam tua presença
Águas que passam...
Eu te Amo cada dia mais e mais .
Linda !


Águas...
Lenamais

Água doce e meiga de lagos
onde espelham até os bentos

água agitada e descontrolada
de praias bravas e desgovernadas

água benta que se benze com louvor
a criança, o velho, o pobre e o doutor!

água pura que lava o corpo e a alma sãos
água impura que sai maculada dos insanos

água que corre da bica cristalina
que usamos em iguaria natalina 

ainda assim com tantos predicados
tem gente que foge da água, amargurados...

mas a água da chuva que chega de supetão
toca todos com gotas múltiplas sem exceção

bendita seja água, neste abençoado planeta
lembre-se do equilíbrio, não pode chegar zureta

zureta amiga água, traz transtornos irreparáveis
desabrigas pessoas, deixa marcas irretocáveis

Autora: Lenamais
Rio de Janeiro/RJ
21.05.2006


Pequeno Longo Rio
Lina Rocha

Pequeno filete d’água
longo rio pequenino
um dia fostes menino
Correndo travesso para o mar
Quanto mais seu caminhar
Maior seu curso iria ficar
Mais teria a desafiar
E você só queria rolar a cantar
Sem ao menos poder contestar
Seu forte poder é o desatino
Em cada grito das águas do rio
Ouve o seu doce lamentar
Pobre menino crescido...
Queria só passear e em corredeiras
Sem fronteiras... Sem barreiras
Seguir a caminho do mar...


Áqua-Lágrima
Luiz Poeta ( sbacem-rj ) - Luiz Gilberto de Barros 
Às 23 h e 5 min do dia 7 de outubro de 2005 do Rio de Janeiro

Quando as águas do planeta se esvaírem
E a lágrima fluir do nosso olhar...
Quando os sonhos, um por um, se diluírem
Na angústia de não ter o que sonhar...

Que planeta vamos ter, quando quisermos
Nossa história construir... a quem contar ?
No futuro, todo mal que nós fizermos
Ao planeta, contra nós há de voltar.

Nossa água é nossa vida... a nossa sede
Não é só de compreensão ou de amizade;
Quando um peixe inexistir em nossa rede,
Como vamos sustentar a humanidade ?

Quando a água se esvair, quando secarem
Nossas fontes, nossos rios... que faremos ?
Olharemos os desertos que deixarem
E sem ter o que beber, nós choraremos.

E... na ausência eventual de um veio d'água,
Nosso pranto há de servir de irrigação
Para a dor do desamor feito da mágoa
De não ver nosso planeta como irmão.


Miomar
Macedonio

Sotto il cielo terso
innanzi all'immenso e limpido mare
trascorro le ore
respirando l'aria 
piena di salsedine.
Cerco sassolini e vetri colorati
come un bambino
che ha trovato la felicità.


Grito de Alerta 
O M-O-N-G-E
Psicografia - M A J Ú

Um Cavaleiro Se Aproxima Num Cavalo Branco; Usa Capacete E Espada;
Surge Como Um Justiceiro Percorrendo Um Deserto Como O Do Egito.
Neste Solo Sem Matas, Sem Água, E Somente Areia,Existe Uma Piramide.
O Cavaleiro Olha, E Segue Desolado, Deixando Para O Monge, A Seguinte Mensagem:

Há séculos, o Homem da Terra sofreu as mesmas consequências pelo seu desvarío. 
Houve somente uma pequena evolução em sua caminhada terrena.

Nova Humanidade surgirá e novas descobertas se darão. A caminhada prosseguirá e muitos abalos ainda sofrerão, até que o Cavaleiro chegue e encontre a Terra verde,
os rios claros, em seu curso normal
Enquanto isso não acontecer, e o Homem não devolver o verde à Terra, a pureza e o curso normal de suas águas, ele vai ouvir o seu Grito de Alerta .
As Pirâmides são o Marco da Eternidade do Ser .....


E a Fonte Secou

Marcos Milhazes

Tornei-me um incrédulo.
Tornei-me um areal.
Tornei-me um agreste.
Inda pior é perder a fé

Meu gibão de couro
já não tem mais cor.
O ar que me cerca morreu.
A vida aqui se tornou Sol.

Faz-se sal o meu rosto.
Faz-se agonia a minha vida.
Como poder amar minha terra, 
se a chuva não a me ama.

De nortista calado,
cabra macho falado, 
Aperreado hoje fiquei irado.
Cansado de ser um homem isolado

Joguei para o alto
todos os meus sentimentos alados.
Quem sabe em minha ira,
irei contrariar quem diria, a natureza.

Que até por dureza
pobreza, esperteza
ou até safadeza, 
fizesse até por raiva de mim,

cair um tiquinho de água lá no meu sertão...


Mina D'água
Margaret Pelicano

Naquele olho de água
de onde nasciam grilos, sapos,
e cobras deslizavam com a aragem fria,
libélulas voejavam razantes beijos sobre o espelho delas.

Crianças ali se banhavam,
mães enxiam cântaros e potes
com a água cristalina,
que da pedra nascia,

Para completar a beleza dessa líquida donzela,
as taboas se multiplicavam,
enfeitando com seus pendões
esse quadro cinzelado de aquarela...

II
Hoje, o bicho progresso chegou,
trazendo as mais tristes seqüelas:
o sufocamento da nascente,
a pedra de onde brotava o rio foi esfacelada
e virou construção.
Uma bela mansão existe sobre ela!

Morta assim, tão jovem,
sem transformar-se em rio caudaloso,
sem abastecer casas,
sem refrigerar e alegrar crianças que brincam nas águas...
a cidade cresce, se estabelece,
e deságua na secura toda a região...

Infeliz o povo que não aprende a lição!
Que cobre de terra os olhos d'água, 
que prefere morrer de sede, 
mas ver um belo monumento criado pelo homem,
ao perceber Deus liquefeito de vida
alimentando a plantação....

Infeliz o povo que não respeita todas as formas de existência,
que ama o deserto,
que é contrário à vegetação,
à alegria, aos corpos sem sede...
infeliz o povo...
infeliz o futuro incerto...

Brasília - 25/06/2006


La Niña Y El Agua
Marìa Cristina Aliaga Luna


Ella reía y su risa
era un cascabel bajo la lluvia.
Reía mientras en las sombras
se perfilaban filamentos del invierno.

Ella reía. Cristalina
como el agua, jugando a hacer
charcos en el barro.
Reía, cuando las hojas de otoño
yacían, yertas sobre la acera.
Reía, reía,, reía
del agua, del frío...
Ella reía.
y en sus 3 años de vida marginal
su risa, su preciosa risa
endulzaba el crudo invierno.

Marìa Cristina Aliaga Luna
CHILE- CURICO(la loba maluna)