Apresentando a Ciranda:

Simone Pinheiro

 

 


É Carnaval no Brasil!...

Máscaras gigantes decoram as ruas
e os elegantes clubes das cidades.
Confetes, serpentinas e mulheres semi-nuas,
surgem em grandes quantidades.

Os vôos chegam lotados
de estrangeiros extasiados
com a beleza brejeira
que tem a menina faceira
do ensolarado Brasil.

E quando a noite começa,
o povo sabe que a festa
não tem hora para acabar,
vão dançar até o dia raiar.

Bailarinas, colombinas,
estilizadas ou não,
vestem as lindas meninas
a dançar pelo salão.

E no Rio de Janeiro,
no sambódromo a passar,
estão as escolas de samba
para o povo alegrar.

E quando o dia amanhece,
a praia fica lotada
de gente que adormece,
junto à areia molhada.

Em meio a tanta folia,
os jornais circulam à mil,
bradando a grande manchete:
- É carnaval no Brasil !...


Autora: Simone Borba Pinheiro
Data: 15/01/03

Participantes:

Alberto Peyrano, Anamá Fez, Angela Maura, Anna Müller, 

Antonieta Manzieri, Antonio Cícero da Silva, Arlete Piedade, 

Beatriz Kappke, Carvalho Branco, Cássia Vicente, Cleide Canton,

Daniel Vileta, Eda Carneiro da Rocha, Efigênia Coutinho,

Ermínia, Gladys Lopez Pianesi, Graça Cardoso, Grazi Ventura, 

Hermes José Novakoski, Isadora, José Ernesto Ferraresso, 

Ligia Tomarchio, Luli Coutinho, Marcelo Romano, 

Margaret Pelicano, Maria Mercedes Paiva, Maricell,

Marici Bross, Marilena Basso, Mário Osny Rosa,

Nadir D'Onofrio, Nany Schneider, Ógui Mauri, Paulo Peres,

Regina Bertoccelli, Renate Emanuele, Rogério Miranda, 

Rosenna, Schyrlei Pinheiro, Sueli do Espírito Santo,

SussuLuz, Suzette Duarte, Yara Nazaré, Zena Maciel.

 

 

Participantes de "A" a "C"

 

Año Nuevo Y Carnaval
© Alberto Peyrano

"Año nuevo, vida nueva!"
-dijo mi abuela,
y yo le creí...
Tonto de mí...!
Ahora que tengo años
sé muy bien que el año nuevo
nada nuevo te ha de dar
sino que se ha de llevar
esa vida que te queda
un año más has de cumplir
y uno menos has de vivir.
Pero para olvidar esto....
está el bello Carnaval!!!!!!!!

Ay, el almanaque!
Eterno cachivache
que hace al hombre prisionero
de lo que piensa que es la edad:
mentira-verdad,
que te aprisiona y libera
según lo que tú deseas
Pero para liberarte de esto.....
Bendito, bendito el Carnaval!!!!!!

Yo elegí la verdad,
aunque a veces la mentira
asoma en la lagrimita
cuando soplo la velita.
Y entonces me digo: Dios!
Hasta cuando has de seguir
castigando a los humanos?
Borra ya los almanaques!
Dale asueto a las noticias!
Toma al fin tus vacaciones!
Borra el tiempo de las mentes
pues sólo vale el presente...
Y nunca, nunca....
nos quites el Carnaval!!!!!!!!!!!!!

El presente?... edad no tiene,
tampoco pasa facturas,
él sólo quiere sonrisas,
las quiere continuamente
pue sino... para qué hablar!
Entonces....
Viva, viva el Carnaval!!!!!!!!!!

Sólo el presente tenemos
para la felicidad!
Año nuevo vida nueva?
Por favor! Basta por Dios!
Vamos al corso y sigamos
que las máscaras sostienen
la tristeza y el pesar.
Viva! Viva el Carnaval!!!!!!!!!! 

©Alberto Peyrano



Corrientes Carnavalera
© Alberto Peyrano

(Homenaje a la Capital del Carnaval en la Argentina, 
la querida ciudad de Corrientes, y a su valiente y
esforzado pueblo)

Se escuchan los sones lindos
de la comparsa llegando
ya los corazones tristes
se olvidan de sus pesares
y al paso de cada grupo
Corrientes sabe que el Cielo
la premia en felicidad.

Se olvida pronto el calor,
la tristeza, el desencuentro,
el carnaval es el reino
que nos ofrece la vida
en un par de días bellos
que luego serán ceniza.

Pero no importa, gocemos,
disfrutemos con los ojos,
el corazón, los sentidos:
el paso de mil colores,
los desfiles, las comparsas,
los bailes y las corridas,

los juegos de agua, la vida!
la música, la algarabía,
las mujeres más hermosas
y sus ojos hechiceros,
pues Corrientes y su pueblo
hoy disfrutan por entero!

Y un sapukai desde el alma
cruza el aire y va hasta el cielo
agradeciendo al Eterno
la dicha del carnaval!


Ante Tu Altar De Rey Momo
©Anamá Fez

Corzo de flores y aromas
alterando mis latidos
¿atrás de qué antifaz 
está tu rostro escondido?.

Vas con la capa del zorro?
Con el traje oso panda?
Con las lastas del Quijote?
O te has vuelto Sancho Panza?

Allá un pirata me mira
no alcanzo a ver sus ojos
te quedaría muy bien
ser quien esconde tesoros.

Mas allá un arlequín
muestra sus cuadros con gozo
¿Será que estás ocultando
en la risa tu sollozo?.

Amor…¿dónde estás oculto?…
¿Qué traje cubre tu cuerpo?
¿Qué antifaz cubre tus ojos?
¿No ves a esta colombina?...
¡Dame una señal mi amado 
y correré hasta ti
con mi corsé por regalo!

Mi inquietud canta en la murga
danzando deseos truncos…
Quiero llegar hasta ti
con agua florida en besos
y dejar tu cuerpo preso
con serpentinas por lazos…

Ay Amor…dejame ver
esos tus ojos tan majos
y secuestra mi inocencia
con la magia de tu abrazo
que yo soy tu colombina
y tú mi galán amado.

Carnaval de los encuentros
tras antifaces ocultos...
quiero danzar y rendirme
ante su altar de rey Momo.

©Anamá Fez
Artesana de Palabras®
29 de enero de 2007
Mar del Plata-Argentina
www.galeon.com/anamafez


Carnaval...
Angela Maura 

O Carnaval se aproxima,
lá vem Ele, chegando.
E durante a noite, na Avenida,
cada um vai se apresentando.

Mas há quem diga que é só festa,
sair e curtir o tom.
E na melodia daquele samba,
todos sabem o que é bom.

As pessoas acham
que é só quem aparece
que merece
ser reconhecido.

E quem se esforçou,
passou noites sem dormir,
teve até vontade de sumir...
E todo o trabalho tido?

Carnaval é a Mãe-Terra na avenida,
gente cantando
e gente dançando
a madrugada inteira...

Propagandas na televisão,
como se fosse algo incrível...
Não é só isso, não!
É mais do que isso, é insubstituível!

Quem teve essa idéia foi um "gênio" ,
pois queria passar a emoção da Natureza
para todos durante um desfile
de pura elegância e beleza...

Se não acredita nessa magia,
tudo bem.
Mais cedo ou mais tarde,
sua alma se inebria...

Angela Maura - São Paulo


Carnaval de amor
Anna Müller

Quero a folia vibrando dentro do peito...
Sentir o som do amor dançando a harmonia de meus
sentimentos, de meus desejos.
Quero a alegoria sincronizada batendo forte na alma...
Ouvir o calor do desejo que é amar-te.

Sentir o batuque do coração, gingando em tua volta
e seguindo teus passos na passarela.
Ouvir os aplausos da arquibancada que
torce pelo enredo que te faço em nome
desse meu amor.

Venho como estandarte e levanto a bandeira
que mostra o coração batendo ao som do 
surdo que todos ouvem.
Vem,
se enrosca na minha fantasia
arranca as plumas e paetês que me envoltas
e acaricia a pele que te dou.

Dança no compasso do meu amor,
Me embala em teu corpo até sentir a
apoteose do nosso prazer.
Vem amor, vamos brincar o carnaval
do amor.

Vamos contagiar a platéia que dança
o nosso ritmo de festa.
A festa carnavalesca que invade os nosso corpos.
E vamos dançar levantando a bandeira
que o mestre de nossos corações ordena.
Vem...é o nosso carnaval de amor.


Vou Cair Na Folia!
© Antonieta Elias Manzieri

Afinal, são apenas três dias, 
quero mais é aproveitar!
Que saudade do último carnaval. 
Eu estava de odalisca, você de gladiador, 
extremamente sedutor!

Tomou-me pela mão e saímos pelo salão. 
Rolavam serpentinas, formavam-se cordões.
A alegria era contagiante, 
uma forte sensação invadiu meu coração!

Quando as luzes se apagaram, 
Você apertou-me em seus braços 
beijando-me com sofreguidão!
Ah, como eu estava feliz, quanta emoção!

Por três noites brincamos juntos, 
mas tudo passou tão depressa...
meu carnaval virou cinzas....

Quanta saudade em meu peito 
ao relembrar esses doces momentos...
O gosto do seu beijo, do amor que evaporou 
e terminou na quarta feira...

Hoje voltarei ao baile 
ocultando-me sob a máscara 
com a mesma fantasia, 
na esperança de que você esteja lá.

Se isso não acontecer, juro que vou esquecer.
Cairei na folia até o amanhecer
rasgarei a fantasia com raiva de você.
Nunca mais quero lhe ver!


Meu Carnaval
Antonio Cícero da Silva

O meu carnaval é como o seu
É tranquilidade e alegria
Que com muita ginga e muito samba
No meu coração você manda.

O carnaval é festa muito legal
Que eleva o nosso astral
Que com o samba no pé
Vai samber quem gosta e quer.

O meu carnaval é animado
Com passistas e fantasias
Com rei momo e tudo mais
Lá atinjo meus ideais.

Com um bom samba no pé
Sapateio ao máximo
E sambando vou em frente
Faz muito bem para a gente.

Se soubermos brincar
Somente desfrutaremos de alegria
Sempre usando consenso
Conseguimos bom acalento.

http://antoniocicerodasilva.blog.terra.com.br


Crónica "Entrudo na aldeia"

Era naqueles anos idos de sessenta, em que o mundo começou a mudar, em que a lua deixou de ser apenas um sonho para os corações apaixonados, em que os jovens ousaram fazer ouvir a sua voz e a sua revolta, em que os Beatles mudaram toda uma geração...
Mas na minha aldeia, em que os dedos de uma mão chegavam para contar os aparelhos de televisão, e os das duas chegavam para os aparelhos de rádio, as notícias chegavam devagar, mas iam chegando.
Tudo rodava com calma, ao ritmo das estações do ano, das festas tradicionais das aldeias vizinhas, e das festividades sazonais, uma delas que as crianças esperavam mais ansiosamente, era o Carnaval, que nós chamávamos de Entrudo.
Não sabíamos de desfiles de escolas de samba, nunca tínhamos ouvido falar do Carnaval brasileiro, nem tínhamos assistido a corsos carnavalescos com actores brasileiros como reis do Carnaval, pois que nem sequer telenovelas brasileiras sabíamos que existiam na época, mas tínhamos as nossas próprias maneiras de brincar ao Entrudo.
Os jovens reuniam-se em casa de um deles, e então combinávamos cuidadosamente qual a "máscara" de cada um, e digo entre parêntesis, porque não tínhamos máscaras, o que nos servia para fantasiar, era a roupa dos pais, das avós, o vestido de noiva da vizinha...então decidido qual a fantasia de cada um, começava o "assalto" á arca da roupa dos familiares, em busca dos adereços adequados, e cada qual se revestia da personagem escolhida.
Uma era a noiva, outra a velhinha, os meninos, vestiam-se de pedintes, velhos coxos, enfim cada um se fantasiava nas suas personagens favoritas e conforme a roupa e a ocasião assim o ditassem.
Apenas uma coisa era essencial: formado o cortejo, pelas ruas da aldeia, visitando casa por casa, a identificação de cada um, era um dos segredos mais bem guardados, e os comentários dos vizinhos provocavam as mais hilariantes gargalhadas, ao confundirem uns com os outros, apenas com base em pressupostos como altura, ou algum outro detalhe esquecido.
Então como recompensa pela diversão proporcionada, todos nos ofereciam algum presente, geralmente comestível, ou dinheiro, podiam ser ovos, chouriço, frutas, ou outros.
E o desfile findava então em casa de um de nós, fazendo um lanche geral, com os presentes ganhos, no qual todos ríamos e contávamos vezes sem conta, as peripécias da tarde.
Eram assim as nossas brincadeiras carnavalescas e desde ontem nunca mais me diverti assim inocentemente no Carnaval, pois que ver os outros rir e brincar, ficando apenas a olhar numa bancada ou atrás de um aparelho de televisão, não faz parte dos meus ideais de diversão.

Arlete Piedade
21/02/2006
www.mundopoeta.net/fadadasletras


Amor de carnaval.
Beatriz Kappke
04/02/05

Dançando pelo salão
Agarrada a um paquerinha
Muita alegria no coração
Era última noite de carnaval!

Como num relâmpago de alegria
De uma noite de muita folia
Te avistei!
Estavas sem fantasia
Parado contemplando a multidão.

Ao chegar perto de ti
Com meu braço direito
A mim te puxei
Comigo seguiste dançando e pulando
Ao som das marchinhas de carnaval.

Quando parei
Conta me dei...
Meu namoradinho cadê?
Teve o destino irreal
de qualquer fantasia
Ou do perfume que paira no ar
Para em seguida sumir.

Mas tu meu amor
Continuavas ali...
E eu nem sequer imaginava
Quando envolvida em teus braços
Como frágeis serpentinas de papel
Numa simples brincadeira de carnaval
Se transformasse numa história de amor
História do amor da minha vida,
que já dura 29 carnavais!



Carnaval
Carvalho Branco

É Carnaval!...
É grito, vagido...
confete, serpentina...
É Pierrô e Colombina,
é palhaço ou arlequim?
Amazônia e sua lenda,
os árabes em sua tenda,
damas em palanquim...
Por Baco, tomo Rei Momo
e meu desejo não domo,
festejo qual Bacanal!

Alucinação ou verdade?
Chega, ao fim, na quarta-feira...
Pedaços de alegoria,
retalhos de fantasia,
perfume de água-de-cheiro...
Lixo que restou no terreiro!
É finda a brincadeira,
já não ouço banjos e guizos...
encontro, pelas vielas, perdidos,
um bando de vários juízos,
em prantos, mancos, despidos
de toda seriedade...

... cabeças ocas,
alegrias poucas,
“orelhas” moucas...

Reveste-se a cidade
de doses de seriedade...
Dias de Sol... noites de Lua...
Até Sábado de Aleluia!...


Carnaval
Cássia Vicente

Foi naquele carnaval dos anos sessenta
que o namoro começou...

De Pierrô se apresentou pra ela
que de Bruxa se vestia
...que contraste nas fantasias...

Mas nada atrapalhou
a Bruxa deixou a vassoura de lado 
abraçou o Pierrrô e curtiram a noite toda
até o dia amanhecer...

Depois na outra noite já estava ela
vestida de Colombina abraçada ao Pierrô...

Muito tempo se passou...
...ainda se abraçam vestidos de Pierrô e Colombina 
sentados em frente da TV 
curtindo todas as noites de carnaval...


Jataí.GO
24.01.07



Este ano quero paz
Cleide Canton

Este ano levanto a branca bandeira
pedindo a paz que prego há anos tantos.
Nem sei se vês ou se achas brincadeira
o que grito nas linhas dos meus cantos.

Resta ainda uma lágrima retida,
escondida, com medo de mostrar
que por detrás desta alma dividida
há amor que não sei a quem doar.

Então me valho desta máscara formal
que machuca mas me deixa protegida.
Este ano, neste nosso Carnaval,
quero ser a Colombina na Avenida.

Vou pular o tempo todo pra mostrar
que cansei de portar-me como dama.
Vou sorrir, vou cair e vou chorar
e, talvez, acordar na tua cama.