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O que irei fazer, não vai, nada mudar,
Embora eu queira contigo estar,
Sei que não iria adiantar,
Pois você não irá mais me amar.

Depois de jogar tudo fora,
Por motivos que nem eu entendo,
Eu volto agora,
Para a sua desgraça... ou contentamento?

Depois de várias viagens,
Depois de várias bocas beijar,
Depois de registrar muitas imagens,
Sem, em nenhuma delas, seu rosto encontrar...

Eu volto, mas não para ficar...
Só para dizer, que jamais irei esquecer,
O que passamos juntos,
A história d'eu e você.

Ninguém nunca me amou como você,
Ninguém nunca te amou como eu,
Mas agora, isso tudo virou passado,
Lembrarei sempre dos nossos momentos bons, e de como doeu...

Doeu dizer "não",
E pôr um ponto final em um amor sem nenhuma vírgula.
Acho que fomos intensos demais...
Acho que nos entregamos demais...

Mesmo, esse sendo o certo,
O mundo é cruel com quem ama,
O mundo não aceita pureza,
O mundo está acima de qualquer certeza.

Destrói nossos sonhos...
E abala amores verdadeiros...
E não há quem consiga vencer isso,
Nem os melhores guerreiros.

Ainda te amo,
E nunca deixei de amar,
E sei, que por muito tempo, eu ainda hei de chorar,
Mas agora... não posso mais voltar...

 Andréa Borba Pinheiro