A Brincadeira dos "Colarinhos Brancos"



Como pudemos notar durante os últimos meses, nosso país vem vivendo um momento de intensa escassez de pessoas de bom-caráter. Ética tornou-se uma palavra perdida no dicionário, por parte de muitos, e se ela não pertence nem ao vocabulário destes, que dirá na consciência.
Já dizia o ditado, "dê dinheiro, mas não dê poder, pois ele corrompe". é, provavelmente, dessas palavras que tiraremos uma explicação para a vergonha estatal que vivemos e vemos nas grandes emissoras. Deputados, vereadores, senadores, os ditos "senhores da pátria", acabam tornando-se "senhores da mala", ou, comicamente (não fosse trágico), "senhores da cueca de um milhão de dólares".
O dinheiro que deveria ser usado para sanar boa parte dos problemas sociais que vivemos, é usado em contas na Suíça, "resorts", passeios e jatinhos particulares. O capital advindo dos impostos pagos pelo povo, do trabalho do homem honesto, que ainda sabe o que é ética, acaba na conta dos grandes empresários e políticos. A partir do momento em que é dado poder a alguém, essa pessoa passa a almejar sempre mais, o que nem de longe é um defeito, mas existem diferentes formas de alcançar objetivos, nas quais não são incluídos roubos, lavagem de dinheiro e cabides de emprego.
Por conseguinte, é fácil concluirmos que ética não deve ser mais uma palavra dentre tantas outras no dicionário, mas sim estar presente na consciência de cada cidadão, seja ele do país que for. Nossos ideais devem ser alcançados com o nosso esforço, não com o suor alheio, pois não podemos dar seguimento a essa vergonha.

 

Autoria: Andréa Borba Pinheiro